Musica

Uma voz feminina na ditadura

Durante a ditadura militar a mulher teve grandes problemas sociais para enfrentar, mas isso não a privou de sair as ruas gritar e CANTAR pelo fim do regime.

Uma da mais belas vozes ja ouvidas na historia da musica brasileira se fez presente e deixou sua marca registrada nessa luta.

Elis Regina, com sua voz doce, se encheu de coragem e fez exatamente o que havia nascido pra fazer. Cantou!! Para o povo, para o questionamento, para a liberdade de toda uma nação.. vamos ouvi-la cantar então!

♫OuçaComABruna    ♫AperteOPlay     ♫Faixa3

O bêbado e o equilibrista

Elis Regina

Caía a tarde feito um viaduto
E um bêbado trajando luto
Me lembrou Carlitos…

A lua
Tal qual a dona do bordel
Pedia a cada estrela fria
Um brilho de aluguel

E nuvens!
Lá no mata-borrão do céu
Chupavam manchas torturadas
Que sufoco!
Louco!
O bêbado com chapéu-coco
Fazia irreverências mil
Pra noite do Brasil.
Meu Brasil!…

Que sonha com a volta
Do irmão do Henfil.
Com tanta gente que partiu
Num rabo de foguete
Chora!
A nossa Pátria
Mãe gentil
Choram Marias
E Clarices
No solo do Brasil…

Mas sei, que uma dor
Assim pungente
Não há de ser inutilmente
A esperança…

Dança na corda bamba
De sombrinha
E em cada passo
Dessa linha
Pode se machucar…

Azar!
A esperança equilibrista
Sabe que o show
De todo artista
Tem que continuar…

Espero que tenham gostado. Nos encontramos na próxima faixa

♫Beijinhos

Bruna Joiozo, estudante de jornalismo da UNIARA – brunajoiozo@hotmail.com

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espantando os Males

A musica se tornou ao longo dos seculos parte essencial da vida do ser humano. Quantos de nos podemos imaginar-nos sem musica? Nenhum, não é mesmo? Ela faz parte da nossa essência.

Dizem que quem canta, seus males se espantam! E durante a era militar foi exatamente o que o povo fez. Toda nação em uma só voz protestava com cantos, os abusos do governo.

Hoje iremos ouvir a musica Alegria, alegria, do cantor, compositor e poeta musical, Caetano Veloso. Dono de uma voz deslumbrante que motivou multidões a protestar contra o governo militar.

♫OuçaComABruna    ♫AperteOPlay     ♫Faixa3

Alegria, Alegria

Caetano Veloso

Caminhando contra o vento
Sem lenço e sem documento
No sol de quase dezembro
Eu vou

O sol se reparte em crimes
Espaçonaves, guerrilhas

Em cardinales bonitas
Eu vou

Em caras de presidentes
Em grandes beijos de amor
Em dentes, pernas, bandeiras
Bomba e Brigitte Bardot

O sol nas bancas de revista
Me enche de alegria e preguiça
Quem lê tanta notícia
Eu vou

Por entre fotos e nomes
Os olhos cheios de cores
O peito cheio de amores vãos
Eu vou
Por que não, por que não

Ela pensa em casamento
E eu nunca mais fui à escola
Sem lenço e sem documento
Eu vou

Eu tomo uma Coca-Cola
Ela pensa em casamento
E uma canção me consola
Eu vou

Por entre fotos e nomes
Sem livros e sem fuzil
Sem fome, sem telefone
No coração do Brasil

Ela nem sabe até pensei
Em cantar na televisão
O sol é tão bonito
Eu vou

Sem lenço, sem documento
Nada no bolso ou nas mãos
Eu quero seguir vivendo, amor
Eu vou

Por que não, por que não
Por que não, por que não
Por que não, por que não
Por que não, por que não

Espero que tenham gostado. Nos encontramos na próxima faixa

♫Beijinhos

Bruna Joiozo, estudante de jornalismo da UNIARA – brunajoiozo@hotmail.com

Amanha será Outro Dia

“Apesar de você amanhã há de ser outro dia”. Era isso que, Chico Buarque, um dos mais influente artista Brasileiro entoava durante a ditadura militar. Grande Influencia musical da época e portanto uma das mais belas vozes já ouvidas no Brasil esbanjava poesia e encantava os ouvintes que ate hoje o adoram.

Assim como muitos artistas, o cantor deixou um acervo gigantesco de belas obras em oposição ao regime militar, dentre elas destacamos, “Apesar de Você”, musica que fala de  forma ampla sobre a proibição e censuras do governo, do sofrimento dos brasileiros, e que mostra que apesar de tudo o Brasil ainda poderia ser um bom lugar para se viver no futuro.

♫OuçaComABruna    ♫AperteOPlay     ♫Faixa2

Amanhã vai ser outro dia

Hoje você é quem manda
Falou, tá falado
Não tem discussão, não.
A minha gente hoje anda
Falando de lado e olhando pro chão.
Viu?
Você que inventou esse Estado
Inventou de inventar
Toda escuridão
Você que inventou o pecado
Esqueceu-se de inventar o perdão.

Apesar de você
amanhã há de ser outro dia.
Eu pergunto a você onde vai se esconder
Da enorme euforia?
Como vai proibir
Quando o galo insistir em cantar?
Água nova brotando
E a gente se amando sem parar.

Quando chegar o momento
Esse meu sofrimento
Vou cobrar com juros. Juro!
Todo esse amor reprimido,
Esse grito contido,
Esse samba no escuro.

Você que inventou a tristeza
Ora tenha a fineza
de “desinventar”.
Você vai pagar, e é dobrado,
Cada lágrima rolada
Nesse meu penar.

Apesar de você
Amanhã há de ser outro dia.
Ainda pago pra ver
O jardim florescer
Qual você não queria.

Você vai se amargar
Vendo o dia raiar
Sem lhe pedir licença.

E eu vou morrer de rir
E esse dia há de vir
antes do que você pensa.
Apesar de você

Apesar de você
Amanhã há de ser outro dia.
Você vai ter que ver
A manhã renascer
E esbanjar poesia.

Como vai se explicar
Vendo o céu clarear, de repente,
Impunemente?
Como vai abafar
Nosso coro a cantar,
Na sua frente.
Apesar de você

Apesar de você
Amanhã há de ser outro dia.
Você vai se dar mal, etc e tal,
La, laiá, la laiá, la laiá…….

Espero que tenham gostado. Nos encontramos na próxima faixa

♫Beijinhos

Bruna Joiozo, estudante de jornalismo da UNIARA – brunajoiozo@hotmail.com

Som de Encorajamento

Quem nunca ouviu a expressão: “ QUEM SABE  FAZ A HORA NÃO ESPERA ACONTECER”?

A maioria de nós não é mesmo?!

Pois bem, o que poucas pessoas sabem, é que essa frase tão usada como motivação nas nossas vidas é um trecho da Musica: Pra Não Dizer Que Não Falei Das Flores, de Geraldo Vandré, Cantor e compositor, que inspirou os jovens brasileiros da década de 70. Nesse período o Brasil se encontrava em plena ditadura militar, e a liberdade de expressão era inexistente. Todas as coisas eram censuradas pelo governo, e com a musica não foi diferente.
Podemos considerar que a ditadura foi um período negro para musica, onde se expressar é o essencial para que, o que se ouve seja bom, o que era proibido na época.  Porem isso não abalou nossos artistas musicais, o que encontramos desse período, são riquíssimas melodias poéticas, que ganharam um enorme peso na luta contra o regime militar.
E foi ao som dessa canção que milhares de pessoas, encontraram forças para dizer não a Ditadura.

♫OuçaComABruna   ♫AperteOPlay    ♫Faixa1

Pra Não Dizer Que Não Falei Das Flores
Geraldo Vandré

Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Somos todos iguais
Braços dados ou não
Nas escolas, nas ruas
Campos, construções
Caminhando e cantando
E seguindo a canção

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

Pelos campos há fome
Em grandes plantações
Pelas ruas marchando
Indecisos cordões
Ainda fazem da flor
Seu mais forte refrão
E acreditam nas flores
Vencendo o canhão

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

Há soldados armados
Amados ou não
Quase todos perdidos
De armas na mão
Nos quartéis lhes ensinam
Uma antiga lição
De morrer pela pátria
E viver sem razão

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

Nas escolas, nas ruas
Campos, construções
Somos todos soldados
Armados ou não
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Somos todos iguais
Braços dados ou não

Os amores na mente
As flores no chão
A certeza na frente
A história na mão
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Aprendendo e ensinando
Uma nova lição

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer.

♫ Espero que tenham gostado. Nos encontramos na próxima faixa.

♫Beijinhos♪

Bruna Joiozo, estudante de jornalismo da UNIARA – brunajoiozo@hotmail.com