Mês: novembro 2014

Uma voz feminina na ditadura

Durante a ditadura militar a mulher teve grandes problemas sociais para enfrentar, mas isso não a privou de sair as ruas gritar e CANTAR pelo fim do regime.

Uma da mais belas vozes ja ouvidas na historia da musica brasileira se fez presente e deixou sua marca registrada nessa luta.

Elis Regina, com sua voz doce, se encheu de coragem e fez exatamente o que havia nascido pra fazer. Cantou!! Para o povo, para o questionamento, para a liberdade de toda uma nação.. vamos ouvi-la cantar então!

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O bêbado e o equilibrista

Elis Regina

Caía a tarde feito um viaduto
E um bêbado trajando luto
Me lembrou Carlitos…

A lua
Tal qual a dona do bordel
Pedia a cada estrela fria
Um brilho de aluguel

E nuvens!
Lá no mata-borrão do céu
Chupavam manchas torturadas
Que sufoco!
Louco!
O bêbado com chapéu-coco
Fazia irreverências mil
Pra noite do Brasil.
Meu Brasil!…

Que sonha com a volta
Do irmão do Henfil.
Com tanta gente que partiu
Num rabo de foguete
Chora!
A nossa Pátria
Mãe gentil
Choram Marias
E Clarices
No solo do Brasil…

Mas sei, que uma dor
Assim pungente
Não há de ser inutilmente
A esperança…

Dança na corda bamba
De sombrinha
E em cada passo
Dessa linha
Pode se machucar…

Azar!
A esperança equilibrista
Sabe que o show
De todo artista
Tem que continuar…

Espero que tenham gostado. Nos encontramos na próxima faixa

♫Beijinhos

Bruna Joiozo, estudante de jornalismo da UNIARA – brunajoiozo@hotmail.com

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Ditadura no cinema

Desde que se instalou a ditadura militar, a cultura brasileira foi golpeada por um retrocesso. E não foi diferente com o cinema.

Os acontecimentos positivos que o cinema conquistou nos anos 50 seriam destruídos pelo autoritarismo militar. O cinema e seus representantes buscavam interpretar algo que fosse nosso retrato, o que não tinha nada a ver com o que se exportava dos cinemas da Europa. Nascia, então, o Cinema Novo. Essa nova visão queria mostrar o povo brasileiro, seu dia a dia, sua realidade.

Os artistas e diretores dessa nova linha, como Glauber Rocha, Nelson Pereira dos Santos, sentiram o golpe de perto, já que não poderiam mais retratar o que de fato acontecia no cotidiano brasileiro. Com a ditadura cresceu o fortalecimento da censura que enfraqueceria, e muito, os movimentos culturais que retratavam a identidade nacional.

” El Justiceiro”, de 1967 do diretor Nelson Pereira dos Santos, é um dos filmes que passou pela censura sendo julgado como impróprio para menores de 18 anos por conter frases e cenas de baixo calão e propagandas anti-revolucionárias.

Se nossos movimentos culturais não tivessem sido tão fortemente censurados pela ditadura militar, teríamos um ótimo campo para o seu desenvolvimento ao invés de exportarmos tantas coisas de outros países.

Até a próxima sessão pessoal.

Fernanda Camargo – estudante de jornalismo da UNIARA – fer_camargo_18@hotmail.com

espantando os Males

A musica se tornou ao longo dos seculos parte essencial da vida do ser humano. Quantos de nos podemos imaginar-nos sem musica? Nenhum, não é mesmo? Ela faz parte da nossa essência.

Dizem que quem canta, seus males se espantam! E durante a era militar foi exatamente o que o povo fez. Toda nação em uma só voz protestava com cantos, os abusos do governo.

Hoje iremos ouvir a musica Alegria, alegria, do cantor, compositor e poeta musical, Caetano Veloso. Dono de uma voz deslumbrante que motivou multidões a protestar contra o governo militar.

♫OuçaComABruna    ♫AperteOPlay     ♫Faixa3

Alegria, Alegria

Caetano Veloso

Caminhando contra o vento
Sem lenço e sem documento
No sol de quase dezembro
Eu vou

O sol se reparte em crimes
Espaçonaves, guerrilhas

Em cardinales bonitas
Eu vou

Em caras de presidentes
Em grandes beijos de amor
Em dentes, pernas, bandeiras
Bomba e Brigitte Bardot

O sol nas bancas de revista
Me enche de alegria e preguiça
Quem lê tanta notícia
Eu vou

Por entre fotos e nomes
Os olhos cheios de cores
O peito cheio de amores vãos
Eu vou
Por que não, por que não

Ela pensa em casamento
E eu nunca mais fui à escola
Sem lenço e sem documento
Eu vou

Eu tomo uma Coca-Cola
Ela pensa em casamento
E uma canção me consola
Eu vou

Por entre fotos e nomes
Sem livros e sem fuzil
Sem fome, sem telefone
No coração do Brasil

Ela nem sabe até pensei
Em cantar na televisão
O sol é tão bonito
Eu vou

Sem lenço, sem documento
Nada no bolso ou nas mãos
Eu quero seguir vivendo, amor
Eu vou

Por que não, por que não
Por que não, por que não
Por que não, por que não
Por que não, por que não

Espero que tenham gostado. Nos encontramos na próxima faixa

♫Beijinhos

Bruna Joiozo, estudante de jornalismo da UNIARA – brunajoiozo@hotmail.com